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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Mais de 80% dos meus leitores usam Firefox


Tive que voltar pra dar esta boa-nova a vocês. Conforme o relatório do Google Analytics, meu leitores usam:
* 80,14% Firefox
* 11,42% IE
* 5,59% Mozilla
* 1,48% Opera
* 0,57% Safari

Se somarmos os 80,14 com 5,59, são quase 86% de usuário do Mozilla Firefox. Viva o software livre e de código aberto.

Até logo

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

À procura de uma plataforma de desenvolvimento livre 002

À deriva, passei a utilizar linux com mais freqüência, a partir de 1999 e procurei estudar C, apesar de saber que seria humanamente impossível ser um bom desenvolvedor nesta linguagem, isto era coisa pra heróis.
Estava achando interessante, embora totalmente improdutivo, eu conseguia desenvolver pequenos exercícios e estava achando interessando o quanto realmente C era rápido em relação ao MAX (um tipo de CLIPPER para linux que era utilizado pelo sistema de informações da prefeitura de Terra de Areia). Cheguei a produzir uma extensão extra-oficial e anexei ao sistema da CCA (empresa produtora deste sistema de informações), para realizar uma pré-impressão e foi aí que percebi o quanto C era rápido, pois desenvolvi esta mesma extensão em MAX e era muito lenta.
Estudei um pouco de ncurses e cheguei um chat usando cabo serial (como é fácil fazer comunicação serial em linux). Meus colegas se abobaram, de certo pensaram que eu não tinha dormido por 3 semanas para poder concluir este projeto, ainda mais que eu tinha usado C e linux. Enquanto que a maioria fez o mesmo trabalho em Visual Basic. Mas não dava, C continuava a ser muito improdutivo, estava estudando como trabalhar com postgresql em C e era tudo de outro mundo.
Voltei para o Delphi para poder produzir alguns coisinhas e por aí fiquei, embora sempre com uma preocupação na cabeça. Apareceu até um tal de Kylix e eu achei que fosse a "salvação da lavoura", pois poderia, enfim, desenvolver aplicações GUI tanto para Windows quanto para Linux usando a minha pequena formação em Delphi, mas foi somente um sonho, porque, pra começar, o Kylix era feio pacas, aquelas interfaces criadas por ele eram horrível, além de muito lento.

À procura de uma plataforma de desenvolvimento livre 001

À época em que eu me dedicava de corpo e alma ao desenvolvimento em CLIPPER, nunca pensara nas questões relativas ao licenciamento de software, pensava sim, sempre, em uma forma de poder cobrar de meus clientes por meus softwares utilizados, mas nem me passava pela cabeça que deveria ter que pagar a alguém por estar utilizando o meu adorado CLIPPER (Ah! nesta época eu ainda não tinha computador, utilizava ainda o computador do escritório em que eu trabalhava). Em 1997, quando cravei minhas garras no meu primeiro computador e já sabia, então que havia uma empresa que monopolizava tudo e que me obrigava a pagá-la pra poder utilizar o meu computador, passei também a procurar alternativas ao CLIPPER para poder começar a desenvolver, como diziam, for Windows.
Em 1996, recebi umas 3 edições de uma revista sobre CLIPPER e eles indicavam que Delphi seria uma boa alternativa aos desenvolvedores CLIPPER em detrimento ao Visual Basic, para desenvolvimento for Windows. Certamente que fui induzido pelos mestres autores daquela revista de que o Borland Delphi era a escolha ideal para mim, ainda mais, para mim, que não era fabricada pela demoníaca Microsoft.
Em 1997, continuava, ainda, a desenvolver muito em CLIPPER, pois mesmo achando que eu estava ficando para trás e que o mundo todo já era GUI, eu gostava mesmo era de CLIPPER e tinha "domínio" nesta plataforma, mas meu ingresso na Ulbra (curso de processamento de dados) e o contato com Delphi 2 instalado no laboratório de informática e também do horripilando Visual Basic, começaram a aguçar minha curiosidade. Um semestre antes de iniciar a disciplina de linguagem de programação I, que abordaria Pascal, eu já estava lendo um livro sobre Pascal para preparam-me para a demanda. Pascal era bem pior que CLIPPER, era muito limitada, mas diziam ser tão rápida quanto C (o que me deixava ansioso para aprendê-la, pois para mim os programadores C sempre foram meus ídolos e heróis).
Conclui a disciplina de linguagem de programação I e passei a futricar em Delphi 2, mas foi em Visual Basic que desenvolvi meus primeiros estudos mais avançados em GUI graças à disciplina de linguagem de programação comercial II (como é o destino!!!). Ah! O interessante é que em linguagem de programação comercial I aprendemos... tchã tchã tchã tcha... CLIPPER! Eu peguei um sisteminha meu e estava com o trabalho final do semestre, que valia toda a nota, prontinho.
Depois destas experiências, de dedicar-me ao Delphi 3 e depois ao Delphi 4, algo incomodava-me muito. Descobrira que para cobrar de meus clientes e para que os programas desenvolvidos por mim fossem legais eu deveria ter uma licença (paga) para o Borland Delphi, ou seja, não poderia usá-lo pirateado e cobrar. Minha vida tinha virado um inferno e passei a andar sem destino no mundo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

1º FISL - 1999


Na época, eu não podia imaginar o quanto seria motivante assistir a uma palestra do Stallman, mesmo já sabendo (apenas em poucos detalhes), das histórias que se desenrolaram durante o desenvolvimento da comunidade de software livre e os dragões e trolls que o Saint enfrentou em suas aventuras.
Sem saber nada de inglês, grudei-me naquele fone do rádio e ouvia a tradução e rindo com defasagem de uns 5 segundos em relação a 80% da platéia, encantava-me
com as boas-novas que este senhor nos trazia.
Antes de vê-lo, assim como os escoceses acreditavam que
William Wallace tinha 3 metros de altura e duas cabeças, acreditava que Stallman fosse um homem alto, magro, embora de cabelos e barba comprida, de porte executivo, mas não, para minha agradável surpresa, além de ser um hacker, ele parecia um hacker. Se até então eu via o movimento do software livre/código aberto pela perspectiva da gratuidade, diversão, liberdade e ideologia, agora minha ótica já era, ideologia, liberdade, diversão e gratuidade.
Sei que existem muitas e muitas pessoas que pensam diferente de mim, assim como Stallman e Torvalds também tem suas diferenças e estão entre os maiores ícones deste mundo livre.
Foi um evento impressionante, através do Alex, chefe do setor de informática da FAMURS na época, pude apresentar-me ao Sr. Sandro presidente da Conectiva, que era o orgulho dos brasileiros.
Eu enxia tanto o saco do Alex para que fizesse eventos às prefeituras, relacionado a software livre que acabei sendo conhecido como o cara do Linux para ele, pois até então quase não se pensava em software livre na administração público, por nenhum motivo, até porque era tudo pirata, qual a diferença de se regularizar se tudo estava "funcionando"?
Para o bem do Brasil isto tudo mudou e hoje estamos na vanguarda do desenvolvimento e uso de software livre. Meu desejo é de que não desçamos deste bonde e possamos ajudar a conduzir o mundo para um momento em que possamos ter cada vez mais liberdade e que nossos computadores passem a ser respeitados, por usarmos só software "do bom", ou seja, livre.