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quarta-feira, 19 de março de 2008

Após tantas e poucas coisas acontecerem...

Olá amigos! Puxa vida que tanto tempo sem postar, já estava sentindo falta fazia tempo, mas algumas coisas aconteceram que me impossibilitaram de tal.
Neste dia 31 de janeiro, data da minha última postagem, foi o último dia que ainda estava como responsável por uma LanHouse de proprierade de minha empresa de provimento de acesso wireless. Infelizmente sofremos um acidente de moto, minha namorada e eu, mas graças a Deus foi muito mais um susto, pois os resultados foram leves escoriações. Passamos por um período de recuperação e além disto já estávamos abalados porque dois dias antes eu havia sido penalizado por duas multas, totalizando mais de 1000 UFIRs por ter dirigido uma Biz 100 sem possuir habilitação adequada.
Passamos então, após este episódio, a não mais deslocarmo-nos à referida LanHouse, pois eu não poderia arriscar tomar mais duas buchas de 500 UFIRs cada e minha namorada estava traumatizada e sem condições de condução da Biz. Aliás, até hoje ela ainda tem muito medo de conduzir a motinho.
Como a LanHouse estava a mais de 15Km de casa, fiquei sem poder utilizar o meu computador que estava lá, a disposição dos usuários e quando não era o que eu utilizava para minhas experiências e trabalho.
Além de ser um dos dois sócios-proprietários da "poderosa" F&F Network, contando em seu conglomerado com a enorme LanHouse com 8 computadores (eram, já vendemos alguns pra pagar as contas), ainda sou servidor público municipal e não contava com uma boa máquina de trabalho no ambiente público o que não me permitia realizar nada de bons experimentos nos momentos de folga.
Finalmente, com o término da temporada de verão (a LanHouse estava disposta em uma praia próxima) o que ocasiona a volta em massa de todos os turistas à suas cidades de origem, deixando a praia às moscas até o próximo verão, pude tomar um dos computadores da LanHouse para uso pessoal novamente.
Também estamos passando por alguns problemas técnicos com o nosso provedor wireless o que nos está tomando um tempo enorme.
Pude fazer pequenas alterações no RBM, inclusive com a adição de um trecho de código passado aqui pelo blog que faço questão de dar os devidos créditos a seguir, além disto pretendo testá-lo em algumas distribuições que puder a fim de tentar passar os procedimentos para executá-lo nestes outros ambientes.
Um grande abraço a todos

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

1994 e o Linux

Até hoje não tenho certeza, se foi em 1994 ou 1995 que li pela primeira vez uma notícia sobre o Linux, acredito que foi em 1994, pois em 1995 eu já assinava a revista Informática Exame.
Fiquei maravilhado! Foi em uma edição desta revista, onde em menos de meia página, exaltavam um sistema operacional baseado em Unix para ser usado em PC e que era muito mais poderoso do que o limitado MS-DOS. Diziam que um determinado professor era o responsável por disponibilizar na internet o sistema produzido por um jovem estudante universitário finlandês. Aquilo pra mim era uma notícia salvadora, pois nesta época já abominava o monopólio e a figura do Mr. Gates (sinceramente não sei porque nasceu este sentimento, pois pouco conheço e conhecia sobre a figura deste Sr.). Diziam lá, também, que este sistema operacional, o Linux, podia ser instalado a partir de uma pequena quantidade de disquetes e que um ambiente gráfico também poderia ser instalado a partir de outra pequena quantidade de disquetes.

Imaginem que fiquei muito contente com a notícia e nem ao menos eu tinha um computador. Usava somente o do escritório de contabilidade onde trabalhava e programava somente longe dos olhos do patrão. Era muita adrenalina!

Depois disto, não lembro mais de ver novamente notícias sobre Linux, mas nunca esqueci que ele existia. Fiquei impressionado com a idéia de que era um sistema grátis e que todos podiam usar sem precisar pagar licenças e que eu podia ver o código e alterar (embora eu tivesse a plena consciência de que entender o código de um sistema operacional era coisa pra extraterrestres)

Em 1997, finalmente, adquiri meu primeiro computador, já no mês de janeiro. Passei vários meses fuçando, formatando e instalando windows versão 95, depois versão 98. Neste ano de 1998 foi que tive, então, minha primeira experiência salvadora, adquiri um livro de título parecido com "Como montar um provedor de internet" e com ele, acompanhava um CD de instalação da distribuição Slackware que não lembro a versão. Incrivelmente consegui particionar meu disco rígido e instalar o sistema e deixá-lo funcional sem perder dados!

Nesta época eu gostaria muito de iniciar um negócio e parecia que um provedor de internet seria algo promissor, mas meu maior interesse é que eu teria internet pra uso próprio, pois naquela época só podia acessar por interurbano pra Porto Alegre ou através de um 0800 do SBT Online que permitia até 10 minutos de navegação gratuíta, a cada ligação, durante um bom tempo. Também participávamos de feiras de informática em Porto Alegre e catávamos tudo quanto é disquete de instalação de provedores que davam 30 dias de acesso grátis

Não sei de que forma, mas conheci e comprei um livro de título parecido com "Linux Primeiros Passos" que vinha com uma distribuição chamada Caldera, pois tava complicado entender como funcionava o Slackware e eu estava querendo saber de tudo que podia sobre linux. Esta foi a distro mais estranha com que me deparei, embora lembre que consegui instalar facilmente, inclusive tinha um servidor X (se não me engano Metro X) que me ofertou um ambiente gráfico funcional.

Por fim, neste biênio 97-98, procurando por Linux na internet, fiquei sabendo da Conectiva, empresa brasileira que tinha uma distro baseada em RedHat que se chamava Marumbi. De cara comprei estes CDs através do site, nem lembro como foi feito o pagamento. Aliás, eu já estava doido pra que pudesse comprar de tudo que eu precisasse pela internet, só que não existia este serviço ainda, se eu fosse inteligente tinha criado um e-commerce e ficado rico hehehehe :-), mas minha satisfação sempre foi trabalhar com a tecnologia e não tinha um bom "tino" pra negócios.

Sendo assim, 1998 representa minha entrada definitiva para um mundo muito mais maravilhoso e livre, embora eu lembre teve um período de uns 6 meses em que fiquei sem utilizar Linux, não tenho certeza, mas acho que foi por falta de motivação, mas a partir da versão 5.0 da Conectiva, passamos a utilizá-la no CPD da Prefeitura (meu local de trabalho, como funcionário, atual) no servidor e então jamais me distanciei.

Gente, desculpem novamente as longas historinhas.

Um grande abraço a todos

Historinhas pra boi dormir. Parte 003!

Quero começar a postar alguma coisa sobre software livre desde já para que eu tenha chance do Augusto citar meu blog no br-linux.org :-)

Brincadeiras a parte, gostaria de concluir minha saga pré-software livre, para então, dedicar-me de corpo e alma ao mundo livre.

Não sei se acontece com muitas pessoas, mas até eu concluir o segundo-grau, sempre tive como referência temporal dos acontecimentos, também a série/ano escolar. Acredito que os acontecimentos começaram a tornar-se relevantes em minha memória a partir de 1985:
  • Primeira série 1985 - voltei a morar em Tramandaí
  • Segunda série 1986 - Copa do Mundo no México, Brasil derrotado pelos franceses
  • Terceira série 1987 - fui morar em Itati
  • Quarta série 1988 - Olimpíadas de Seul
  • Quinta série 1989 - voltei a morar em Terra de Areia, minha cidade atual
  • Sexta série 1990 - Copa do Mundo na Itália, Brasil sofre derrotado para o Maradona e Canija
  • Sétima série 1991 - null. Só pra citar então, passei a conseguir me habituar a escola que já estava a 3 anos
  • Oitava série 1992 - Olimpíadas de Barcela, só lembro que foi muit legal
  • Primeiro Ano 1993 - Escola nova, particular, cursava contabilidade
  • Segundo Ano 1994 - Copa do Mundo nos EUA, finalmente o Brasil brilha pela estrela de Romário
  • Terceiro Ano 1995 - Grêmio bi da Libertadores e finalmente formado!
  • 1996 - ingressei no curso de Processamento de Dados (sendo que foi extinto e passei ao curso de Sistemas de Informação), na Ulbra. Grêmio bicampeão Brasileiro e Olimpíadas de Atlanta (foi a que mais assisti seus eventos pela TV, pois estava de férias)
  • 1997 - Grêmio tricampeão da Copa do Brasil
  • 1998 - Copa do Mundo e novamente o Brasil perde pra França
  • 1999 - null
Bom, desculpem a longa lista e paro no ano de 1999, depois disto minhas referências temporais ficam mais esparsas. Como podem notar sempre gostei de esportes e vinculei os acontecimentos a estes eventos ou títulos. Mas quero deixar registrado em separado os maiores de todos os momentos de minha vida até agora:
  • 05 de janeiro de 2005, iniciou-se minha relação com a Katy
  • 09 de dezembro de 2007, selamos nosso noivado (com direito a pedido surpresa :-)

Agora, vamos às tecnologias de software livre!

Historinhas pra boi dormir. Parte 002!

Já que estou aqui, "quente" da última postagem, porque não continuar?

"Você suspira pelo dia em que os homens eram homens e escreviam seus próprios drivers de dispositivos?" (Torvalds, acredito que em 1991. Fonte http://www.eduardostefani.eti.br/index.php?acao=verartigo&warLink=./artigos/art0020.php)

Não sou desta época, o que não significa que eu não era homem! :-) Ainda sou novinho perto desta turma maravilhosa, que embora distantes gerações (Stallman a Linus, só para ilustrar), tenham feito deste mundo um lugar melhor para se viver, pelo menos para nós, fuçadores de computadores e amantes da liberdade.

Quando iniciei era tudo muito mais fácil (é como consigo ver hoje). Só havia CLIPPER e MS-DOS, mas isto não significa que eu tenha iniciado meus contatos com computadores lá na década de 1980, foi exatamente em 1994, mas como moro em um pequena cidade do interior do RS, as novidades (US$ 8-|), custavam muito a chegar.

Aliás, antes do CLIPPER, na verdade nosso contato maior (nosso digo dos 4 ou 5 programadores de minha cidade), foi com dBase ou FoxBase, para depois "evoluirmos" para o CLIPPER Summer'87, 5.0 e, finalmente, 5.2.

Que época de ouro, lembro-me que ficava fascinado por saber que conseguia, depois de uns 2 anos de prática, achar que sabia decor todos as funções da biblioteca básica do CLIPPER e pensar que poderia codificar qualquer tipo de processamento em algorítmo. Eu tinha nesta época 17 anos. E é verdade que em muitos momentos prestei uma grande ajuda em alguns algorítmos cabeludos para meu chefe Amaury Hertzog, a quem eu tenha uma grande gratidão por concluir que foi o principal responsável por eu poder trabalhar com tecnologia, e ao amigo Arno que muitas vezes pude olhar seus códigos em poucos minutos e dizer-lhe uma solução para o qual ele estava a horas procurando.

Bom, antes que pensem "iii, agora começou a se achar, se dizendo o Master of Universe do CLIPPER", era porque na verdade, pelo menos em 99% das vezes eram coisas simples, mas que nós, programadores de meia-tigela, que não tínhamos noção nem do ABC de lógica, penávamos pra resolver. Por isto reitero que hoje vejo o quanto éramos ingênuos, pois na verdade estávamos engatinhando quando se tratava de programar computadores, mas nem por isto repito que foi uma época mágica, pois podíamos tudo.

Não posso esquecer de citar meu colega de trabalho, Fabiano, que desde cedo tinha um espírito empreendedor, era da tecnologia, mas acredito que seu maior dom sempre foi fazer negócios, pelo menos ele transparecia isto, ou seja, a finalidade da tecnologia pra ele era alavancar negócios, assim como é hoje para a maioria das pessoas, mas eu, como adolescente e fuçador, achava fascinante trabalhar com a tecnologia, muito mais do que gerar negócios com ela.

Até logo

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